Nosso Palmeiras
Foto: Marcos Ribolli
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Coluna do Verdão: o 2º tempo contra o Vasco mostrou o Palmeiras de verdade

O Palmeiras venceu o Vasco por 4 a 1, abriu seis pontos de vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro e, principalmente, voltou a apresentar sinais do futebol que seu elenco é capaz de produzir.

Foram praticamente dois Palmeiras dentro da mesma partida. E é justamente essa diferença entre primeiro e segundo tempo que precisa servir de reflexão para Abel Ferreira.

A equipe que voltou do intervalo mostrou que não falta qualidade. Talvez esteja faltando conseguir transformar essa qualidade em comportamento durante os 90 minutos.

Foto: Marcos Ribolli - palmeiras
Foto: Marcos Ribolli

Primeiro tempo voltou a preocupar

O Palmeiras começou a partida repetindo problemas vistos nas últimas semanas.

Erros de passe, circulação lenta, dificuldades para quebrar linhas e pouca capacidade de transformar posse em oportunidades realmente perigosas.

O Vasco, inclusive, criou as melhores chances, obrigando Carlos Miguel a trabalhar.

Para um time que disputa Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil com um dos melhores elencos do continente, era pouco.

Até os minutos finais da primeira etapa, o Palmeiras praticamente não havia incomodado Léo Jardim. Allan conseguiu criar uma boa oportunidade aos 40 minutos, mas a sensação deixada pelo primeiro tempo era novamente de um time travado.

Então veio o intervalo.

Foto: Marcos Ribolli

Dez minutos mostraram do que esse Palmeiras é capaz

Abel mudou apenas uma peça, colocando Murilo na vaga de Barboza. Portanto, seria simplista atribuir a transformação somente a uma alteração tática.

Mudou principalmente a postura.

Logo no primeiro minuto, Allan encontrou Flaco López, que limpou a marcação e acertou um lindo chute: 1 a 0.

Quatro minutos depois, Vitor Roque sofreu o pênalti e assumiu a cobrança para finalmente encerrar um jejum de cinco meses.

Aos dez, Andreas Pereira conduziu o contra-ataque e encontrou Mauricio: 3 a 0.

Em dez minutos, apareceu aquilo que vinha faltando ao Palmeiras: velocidade, agressividade, coragem e objetividade.

O time que parecia previsível passou a quebrar linhas. A arquibancada percebeu e entrou junto no jogo.

Não foi coincidência.

É esse Palmeiras que precisa aparecer mais vezes

Flaco ainda marcou o quarto, Felipe Anderson acertou a trave e o Verdão poderia até ter construído uma goleada maior.

O Vasco descontou nos acréscimos, mas já não havia discussão sobre o resultado.

Mais importante do que os quatro gols foi a mensagem deixada.

Este elenco pode jogar mais do que vinha jogando.

A vitória contra o Cerro Porteño havia encerrado uma sequência de quatro partidas sem vencer, mas o desempenho no Paraguai ainda deixou dúvidas. Contra o Vasco, especialmente durante o segundo tempo, houve uma resposta diferente.

O desafio agora é transformar aqueles dez minutos devastadores em algo menos excepcional.

Vitória que pode representar uma virada

Com 51 pontos, o Palmeiras voltou a abrir seis de vantagem para o Flamengo, que permaneceu com 45 após perder para o Cruzeiro.

É uma gordura importante, mas o calendário não permite acomodação.

O Santos já aparece pela frente na Copa do Brasil, enquanto a Libertadores também terá decisões importantes em setembro.

Por isso, a goleada sobre o Vasco não pode ser vista apenas como uma tarde feliz.

Ela precisa funcionar como referência.

Se o Palmeiras consegue ser intenso, agressivo e vertical como foi no segundo tempo, a pergunta deixa de ser se esse elenco pode jogar melhor. Já sabemos que pode. A cobrança agora é para que esse Palmeiras apareça com muito mais frequência.

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