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Foto: Marcos Ribolli
Foto: Marcos Ribolli

Coluna do Verdão: Palmeiras transforma aniversário em show pra cima do Santos

O Palmeiras poderia simplesmente ter comemorado seus 112 anos com uma vitória. Preferiu fazer mais. A goleada por 3 a 0 sobre o Santos, no Nubank Parque, teve clima de festa, despedida, novidade tática e, principalmente, uma atuação que reforça a sensação de que o Verdão reencontrou seu melhor futebol justamente quando a temporada entra em sua fase mais importante.

Diante de mais de 40 mil torcedores, houve mosaico, estreia da nova camisa em homenagem às raízes italianas e despedida de Allan, negociado com o Manchester City por € 40 milhões. Mas a melhor homenagem aconteceu quando a bola começou a rolar.

Foto: Anderson Romão/AGIF
Foto: Anderson Romão/AGIF

A resposta à saída de Allan

Havia curiosidade para saber como Abel Ferreira reorganizaria o time sem uma de suas principais peças. A primeira resposta foi interessante.

Maurício entrou, mas não para simplesmente copiar Allan. Atuou mais centralizado, enquanto Jhon Arias ganhou importância pelo lado direito e Giay participou da construção por dentro.

É justamente aí que está um mérito importante deste elenco: perder uma característica não significa necessariamente perder qualidade. Abel tem peças suficientes para modificar funções sem desmontar o sistema.

E Arias mostrou novamente por que pode ser fundamental nessa nova configuração. Participou diretamente da construção ofensiva, inclusive na jogada do gol de Andreas Pereira.

Flaco vive momento especial

Se existe outro jogador simbolizando a retomada palmeirense, é Flaco López.

O argentino abriu o placar em finalização de fora da área, contando com falha de Brazão, e apareceu novamente no segundo tempo para transformar o domínio em goleada.

No terceiro, Giay cruzou e Flaco mostrou uma de suas melhores características: presença de área e força pelo alto.

Mais importante que os gols foi a maneira como o Palmeiras controlou o clássico. Mesmo quando reduziu a intensidade no primeiro tempo, praticamente não perdeu o comando da partida.

Na etapa final, poderia ter feito ainda mais. Giay, Maurício e Vitor Roque tiveram oportunidades para transformar o placar em algo ainda mais contundente.

Palmeiras voltou na hora certa?

Talvez seja cedo para afirmar definitivamente, mas os sinais são cada vez melhores.

O Palmeiras vinha de uma sequência que levantou questionamentos sobre desempenho e confiança. Agora, venceu uma decisão contra o Cerro Porteño, goleou o Vasco por 4 a 1 e aplicou 3 a 0 no Santos em uma partida de mata-mata.

São resultados que mudam o ambiente.

E há algo ainda mais importante: o futebol voltou a acompanhar os resultados.

O Palmeiras lidera o Brasileirão com seis pontos de vantagem, está nas quartas da Libertadores e colocou um pé na semifinal da Copa do Brasil. Nesta última competição, soma três vitórias em três jogos como mandante, com nove gols marcados e nenhum sofrido.

A classificação ainda precisa ser confirmada na Vila Belmiro. Mata-mata exige respeito até o último minuto.

Mas o aniversário de 112 anos terminou da maneira que o torcedor mais gostaria: com festa nas arquibancadas, autoridade dentro de campo e a sensação de que, quando os títulos começam a ser decididos, o Palmeiras voltou a parecer Palmeiras.

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