O Banco BTG Pactual está próximo de assumir a operação do Nubank Parque, estádio do Palmeiras, segundo informações do Nosso Palestra. As tratativas estão avançadas para uma possível mudança na gestão do contrato firmado entre o clube e a WTorre, responsável pela exploração da arena até 2044.

Ainda existem pendências sobre a participação da WTorre no novo acordo, e os detalhes da negociação são mantidos em sigilo pelas partes envolvidas.
Como funciona o contrato do Palmeiras com a WTorre?
Palmeiras e WTorre firmaram um contrato de exploração do estádio por 30 anos, com validade até 2044. O acordo envolve a utilização comercial do espaço construído no lugar do antigo Palestra Itália.
A parceria prevê repasses ao Palmeiras de receitas geradas pelo estádio, incluindo eventos, lojas, estacionamento, lanchonetes, além de outras fontes de exploração comercial.
O percentual destinado ao clube aumenta de forma progressiva ao longo do contrato.
Nas receitas relacionadas à locação de eventos, lojas, estacionamento e lanchonetes, a participação do Palmeiras segue esta divisão:
- Até 5 anos do início da parceria: 20%
- De 5 até 10 anos: 25%
- De 10 até 15 anos: 30%
- De 15 até 20 anos: 35%
- De 20 até 25 anos: 40%
- De 25 até 30 anos: 45%
Após o encerramento do contrato, o Palmeiras terá a gestão completa da operação e das receitas provenientes do estádio.

Por que o BTG aparece na operação do estádio?
O interesse do BTG Pactual no estádio está relacionado também à relação financeira construída com a WTorre.
Em 2024, a Enforce, gestora de créditos ligada ao grupo BTG, adquiriu a dívida da WTorre junto ao Banco do Brasil referente à construção do Allianz Parque, avaliada em aproximadamente R$ 650 milhões.
Desde então, o banco passou a avaliar possibilidades relacionadas à operação da arena palmeirense.
Recentemente, o BTG Pactual também participou da aprovação da negociação dos naming rights do estádio com o Nubank, acordo que alterou a identidade comercial da casa alviverde.
Procurados, WTorre e Banco BTG Pactual não se manifestaram sobre o tema.
Palmeiras mantém participação nas receitas do estádio
Além das receitas tradicionais da arena, o contrato também estabelece participação progressiva do Palmeiras em receitas provenientes de naming rights, cadeiras e camarotes.

A divisão prevista é:
- Até 5 anos do início da parceria: 5%
- De 5 até 10 anos: 10%
- De 10 até 15 anos: 15%
- De 15 até 20 anos: 20%
- De 20 até 25 anos: 25%
- De 25 até 30 anos: 30%
Uma eventual entrada do BTG na operação representaria uma mudança importante na administração comercial do estádio, mas dependerá da conclusão das tratativas e da definição dos últimos pontos do acordo.
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