Após a vitória por 3 a 0 sobre o Fortaleza, neste domingo (2), pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o treinador do Palmeiras voltou a comentar um assunto que, segundo ele, ainda não foi superado: a final da CONMEBOL Libertadores de 2025, vencida pelo Flamengo.
O treinador foi questionado sobre a troca de notas oficiais entre Palmeiras e Flamengo nos últimos dias, motivada por discussões envolvendo arbitragem e a denúncia do meia Maurício ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Em sua resposta, o português voltou a afirmar que considera a decisão continental do ano passado um episódio que continua marcando sua passagem pelo clube.

Por que Abel voltou a falar da final da Libertadores?
A recente troca de posicionamentos entre Palmeiras e Flamengo reacendeu o debate sobre arbitragem no futebol brasileiro.
Nos últimos dias, o Palmeiras publicou notas oficiais defendendo a atuação da arbitragem na vitória sobre o Vitória e criticando a denúncia contra Maurício no STJD. Em resposta, o Flamengo também se manifestou e relembrou lances que, na visão do clube carioca, favoreceram o Verdão.
Questionado sobre o assunto após a partida contra o Fortaleza, Abel preferiu não alimentar a polêmica, mas fez questão de recordar a final da Libertadores de 2025.
“Eu não tenho muito a falar sobre isso, lamento. O que aconteceu no ano passado, depois do jogo contra o São Paulo, os outros se juntaram. Esse que foi o problema, os que vieram de fora. Quero ganhar os jogos dentro das quatro linhas.”
O que Abel disse sobre a decisão contra o Flamengo?
O treinador afirmou que a derrota na final da Libertadores continua sendo um assunto mal resolvido.
Desde o apito final daquela decisão, Abel reclama da não expulsão de Erick Pulgar após uma entrada em Bruno Fuchs, lance que considera determinante para o resultado.
“A final da Libertadores do ano passado é um asterisco que não vou apagar enquanto estiver aqui. Já até confrontei o árbitro, perguntei por que não viu o que todos viram.”
Mesmo mantendo a crítica, Abel reconheceu que erros fazem parte do futebol e pediu cuidado com as narrativas criadas em torno da arbitragem.
“Somos todos humanos, vão acontecer erros e acertos. Não se deixem enganar por narrativas. As imagens são claras. Já foi dito várias vezes que todos os clubes são beneficiados e prejudicados.”
O treinador também ressaltou que a discussão recente envolvia apenas Palmeiras e Vitória, sem relação com outros clubes.
Por que Abel manteve o esquema com três zagueiros?
Além da arbitragem, Abel Ferreira explicou uma das principais escolhas táticas da vitória sobre o Fortaleza.
Mesmo sem o capitão Gustavo Gómez, o treinador decidiu manter o sistema com três zagueiros, improvisando o volante Emiliano Martínez na defesa.
Segundo Abel, a decisão foi tomada para preservar o equilíbrio da equipe sem abrir mão da agressividade ofensiva.
“Quando se joga um mata-mata, tens que pensar em tudo. O Emiliano nos ajuda defensiva e ofensivamente.”
O português também destacou que o esquema não torna o Palmeiras mais defensivo, mas sim oferece liberdade para jogadores como Marlon e Andreas aparecerem no ataque.
“Quero agressividade ofensiva do time. Para isso temos que ter uma equipe equilibrada.”
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