O Palmeiras avançou às quartas de final da Copa do Brasil, mas deixou o gramado da Arena Pantanal, em Cuiabá, com uma derrota por 3 a 2 para o Fortaleza. Após a partida desta quarta-feira (5), o técnico Abel Ferreira reconheceu que a equipe não entrou com o nível de concentração habitual e assumiu a responsabilidade pelo desempenho, apesar da classificação garantida graças ao triunfo por 3 a 0 no jogo de ida, no Nubank Parque.
Durante a entrevista coletiva, o treinador português agradeceu o apoio da torcida alviverde e afirmou que o principal objetivo da noite, que era conquistar mais uma vitória, não foi alcançado.
“Acho que a responsabilidade é do treinador. Em primeiro lugar, agradecer o carinho da nossa torcida mesmo na derrota. Acho que não tive arte nem engenho para os mobilizar. Sabemos da responsabilidade que é representar o Palmeiras. Sou o primeiro a dizer que jogamos para ganhar e hoje não entramos com nossa máquina competitiva ligada, demos muito espaço ao adversário, aqui e ali algo desconcentrados. Diria que a maior responsabilidade é minha.”

Por que Abel Ferreira assumiu a responsabilidade pela derrota?
Abel explicou que o Palmeiras entrou em campo com três metas para o confronto: vencer novamente o Fortaleza, rodar o elenco e avaliar jogadores que vêm recebendo menos oportunidades. Segundo o treinador, apenas o primeiro objetivo não foi cumprido.
“Tínhamos três objetivos para esse jogo. O primeiro era ganhar, o segundo era rodar o elenco, e o terceiro era ver com que nível e forma estão uns jogadores e outros. Sabemos que temos Fuchs lesionado, Gómez lesionado, Barboza também lesionado. Se olhar para o lado esquerdo, tínhamos a equipe sub-20 toda a jogar. Os miúdos foram bem, se entregaram, mas a responsabilidade também é minha. Dos três objetivos, o maior que não foi cumprido era a vitória.”
O comandante ainda fez questão de destacar o desempenho dos jovens da base, como Arthur e Riquelme Fillipi, que receberam oportunidade diante do Fortaleza e corresponderam dentro das circunstâncias da partida.
Como Abel define quem joga no Palmeiras?
Questionado sobre a formação da equipe para a sequência da temporada, Abel Ferreira voltou a reforçar um dos princípios que adota desde que chegou ao Palmeiras: a meritocracia.
Segundo o treinador, o desempenho diário nos treinamentos e nas partidas é o único critério para definir a equipe titular, independentemente do nome ou da história do atleta no clube.
“É muito fácil, há regras e elas são claras: rendimento. O que cada um de vocês vê, eu também vejo. A vantagem que tenho é que ainda vejo mais do que vocês, vejo nos treinos. Depois é fácil, os jogadores que têm mais rendimento são os que jogam.”
Em seguida, o português reforçou que não existe espaço para privilégios no elenco.
“Na minha equipe nunca jogou o nome, nem o estatuto, nem os medalhões. Joga quem tem rendimento. Para mim é muito fácil de gerir. Cada um no clube sabe sua função. Ouço-os muito, gosto de trocar ideia com eles, aprendo muito com eles, e depois cada um em seu lugar porque tem que jogar quem tem mais rendimento.”
Agora, o Palmeiras deixa a Copa do Brasil momentaneamente de lado e volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. A delegação retorna a São Paulo na madrugada desta quinta-feira (6), treina na Academia de Futebol pela manhã e inicia a preparação para enfrentar o Internacional, no domingo, às 16h, no Nubank Parque, em duelo no qual defenderá a liderança da competição.
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