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Palmeiras: Abel confirma decisão de Leila sobre o elenco

O Palmeiras vive um momento decisivo da temporada e, ao que tudo indica, a diretoria não pretende abrir mão de seus principais jogadores. Líder do Campeonato Brasileiro e classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores, o Verdão adotou uma postura firme no mercado da bola e já recusou propostas milionárias por atletas considerados fundamentais.

Após as negativas para negociações envolvendo Flaco López e Allan, o técnico Abel Ferreira reforçou que o clube tem condições financeiras para priorizar o desempenho esportivo e manter a base do elenco.

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Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Palmeiras fecha as portas para propostas milionárias

Nos últimos dias, o Palmeiras recusou duas investidas de peso do futebol europeu.

O atacante Flaco López recebeu uma proposta de aproximadamente R$ 116 milhões do Spartak de Moscou, da Rússia. Já o jovem Allan despertou o interesse do Aston Villa, da Inglaterra, que sinalizou uma oferta de R$ 175 milhões.

Mesmo diante dos valores expressivos, a diretoria decidiu manter os dois jogadores.

Abel Ferreira explicou que essa postura faz parte do planejamento do clube.

“Nossa presidente foi muito clara. Temos valorizado muitos jogadores do Palmeiras, é normal ter equipes estrangeiras com propostas altíssimas para levar jogadores do Palmeiras. Só que, neste momento, a equipe do Palmeiras tem força e sustentabilidade para dizer não.”

Abel não espera perder jogadores importantes

Durante a entrevista, o treinador português deixou claro que não trabalha com a possibilidade de perder atletas considerados essenciais para a sequência da temporada.

Segundo Abel, o Palmeiras já conquistou um título em 2026 e segue na disputa de outras três competições, motivo pelo qual preservar a força do elenco se tornou prioridade.

“Não estou à espera de perder jogadores fundamentais para nossos objetivos. Já conquistamos um título e lutamos por mais três.”

O comandante ainda lembrou que o clube construiu uma situação financeira sólida justamente graças às grandes negociações realizadas nos últimos anos.

“Desde que estamos a trabalhar juntos, já fizemos mais de R$ 2 bilhões em vendas. É preciso arriscar, apostar nos jogadores. Poderia falar de Vitor Reis, Estêvão, Endrick e outros que estão entre as maiores vendas do futebol brasileiro.”

Meta de vendas fica em segundo plano

Apesar de o orçamento do Palmeiras prever cerca de R$ 400 milhões em receitas com vendas de atletas, o clube arrecadou aproximadamente R$ 78 milhões no primeiro semestre.

Mesmo assim, a diretoria optou por priorizar o aspecto esportivo neste momento da temporada.

As únicas movimentações recentes foram a venda do zagueiro Naves ao Necaxa, do México, e o empréstimo do atacante Luighi ao New York City, dos Estados Unidos, com opção de compra fixada.

Abel indicou que novas negociações só devem acontecer caso envolvam jogadores que não sejam considerados pilares do elenco.

“Pode haver uma ou outra venda periférica, porque o Palmeiras é um clube dinâmico. Não estou a contar em perder nenhuma peça-chave, mas se pagarem as cláusulas, está fora do nosso controle. Não digo que não vamos vender, mas, se tiver que acontecer, serão jogadores periféricos.”

A declaração reforça a estratégia adotada pela diretoria de Leila Pereira: manter a espinha dorsal da equipe para aumentar as chances de conquistar títulos em 2026, mesmo que isso signifique abrir mão de negociações milionárias durante a atual janela de transferências.

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