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Palmeiras recupera arma de Abel, e número em 2026 chama atenção

O Palmeiras encontrou na bola parada uma de suas principais armas para chegar à…

Por Luis Gustavo · 3 min de leitura
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Foto: Cristina Vega / Reuters
Foto: Cristina Vega / Reuters
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O Palmeiras encontrou na bola parada uma de suas principais armas para chegar à semifinal da Libertadores. Mesmo na derrota por 3 a 2 para a LDU, em Quito, os dois gols alviverdes tiveram origem nesse tipo de jogada, reforçando uma característica que voltou a ganhar importância em 2026.

A equipe chegou a 28 gols de bola parada na temporada, o equivalente a 29,7% dos 94 marcados no ano.

— Sempre que recuperávamos a bola, tentávamos agredir em transições, fechar os espaços, ser um time compactado e, quando recuperasse a bola, transitar para agredir — explicou Vitor Castanheira, que substituiu Abel Ferreira na entrevista coletiva.

Foto: Rodrigo BUENDIA/AFP
Foto: Rodrigo BUENDIA/AFP

Palmeiras volta a encontrar caminho na bola parada

Contra a LDU, o primeiro gol surgiu após escanteio cobrado por Jhon Arias, com Marlon Freitas aproveitando dentro da área. O segundo veio em cobrança de pênalti convertida por Vitor Roque.

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Os dois lances ajudaram a recuperar uma arma que havia perdido força depois da Copa do Mundo.

Nos 17 jogos desde a retomada da temporada, o Palmeiras marcou quatro vezes dessa maneira. Antes da partida em Quito, havia conseguido aproveitar bolas paradas somente contra Vitória e Vasco nesse período.

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A concentração maior permanece no primeiro semestre. Em abril, por exemplo, 38% dos gols palmeirenses tinham origem em bolas paradas, com 16 em 42.

Número já supera percentual de 2025

Mesmo com a queda proporcional ao longo do ano, o desempenho de 2026 ainda supera o percentual da temporada passada.

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Em 2025, foram 37 gols de bola parada entre 131 marcados, aproximadamente 28%. Agora, o Palmeiras está em 29,7% e, com 28 gols, aproxima-se dos 32 registrados durante todo o ano de 2024.

A referência da era recente continua sendo 2022. Naquela temporada, foram 61 gols de bola parada em 142, representando 43% da produção ofensiva.

Vitor Castanheira, ao lado do observador técnico Tiago Costa, é responsável pelo treinamento das bolas paradas ofensivas. Carlos Martinho e João Martins trabalham principalmente as situações defensivas.

Defesa acende alerta

Se ofensivamente o recurso funcionou em Quito, defensivamente o Palmeiras deixou problemas para corrigir depois de sofrer a virada nos minutos finais.

— Acho que perdemos um pouco do foco e atenção. Eu me encontrava fora da área nos gols, eles faziam bons movimentos e me faziam sair da área. Sabíamos que ia ser difícil — analisou Barboza.

De volta a São Paulo, o Palmeiras agora prepara-se para enfrentar o Grêmio, domingo, às 11h, em Porto Alegre, pelo Campeonato Brasileiro.

Depois de reencontrar uma arma importante na Libertadores, o desafio passa a ser outro: manter a eficiência ofensiva nas bolas paradas sem repetir os problemas defensivos que quase custaram a classificação em Quito.

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