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Palmeiras tomou decisão arriscada nos bastidores e impacto aparece no balanço

O Palmeiras entrou no segundo semestre de 2026 com números abaixo daqueles previstos em…

Por Luis Gustavo · 3 min de leitura
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Foto: Palmeiras
Foto: Palmeiras
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O Palmeiras entrou no segundo semestre de 2026 com números abaixo daqueles previstos em seu orçamento. Até julho, o clube acumulou R$ 617,5 milhões em receitas, considerando as operacionais e financeiras, mas registrou déficit de R$ 156,4 milhões.

O planejamento apontava para um cenário diferente: receita acumulada de R$ 778,5 milhões e superávit de R$ 21,9 milhões nos sete primeiros meses.

Apesar da diferença expressiva, parte dela passa por uma escolha feita pelo próprio Palmeiras: segurar jogadores importantes e assumir o que internamente é tratado como um “risco calculado” em busca de resultados esportivos.

Fonte: GE

Leila Pereira, do Palmeiras. Foto: Cesar Greco
Foto: Cesar Greco/Palmeiras
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Venda de Allan deve mudar cenário

A principal diferença aparece nas chamadas “rendas diversas”. Até julho, o Palmeiras realizou R$ 104,2 milhões dos R$ 347,7 milhões previstos nessa categoria, que reúne receitas da Arena e negociações de jogadores.

O cenário, porém, deve mudar nos próximos balanços.

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A transferência de Allan ao Manchester City por cerca de R$ 240 milhões ainda não aparece nos números até julho e deve começar a impactar as contas a partir de agosto.

Também houve outras operações recentes, como as vendas de Kaique ao Sporting, Naves ao Necaxa e Riquelme Fillipi ao Inter Miami.

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O clube inicialmente pretendia manter Allan, mas o tamanho da proposta e o desejo do jogador fizeram a diretoria mudar de posição.

Palmeiras apostou no futebol

Antes dessas negociações, a estratégia era evitar a saída das principais peças. O Palmeiras, inclusive, recusou proposta por Flaco López.

A lógica é simples: um elenco mais forte aumenta as chances de avançar nas competições e gerar receitas por outros caminhos, como premiações, bilheteria, Avanti, bônus de patrocinadores e novos acordos comerciais.

A pausa das competições durante a Copa do Mundo também é apontada pelo clube como fator que prejudicou receitas, especialmente de bilheteria.

Até julho, ficaram abaixo do orçamento áreas como direitos de transmissão, publicidade e patrocínio, jogos, Avanti, arrecadação social e rendas diversas.

Premiações dão resposta à aposta

Há, contudo, uma linha que já superou as expectativas.

O Palmeiras havia orçado R$ 8 milhões em premiações até julho e contabilizou R$ 16,4 milhões no período.

E a cifra já cresceu depois do fechamento daquele balanço. Com a classificação à semifinal da Copa do Brasil, somando também Paulista e Libertadores, o Verdão chegou a quase R$ 50 milhões em premiações na temporada.

O clube já superou sua meta esportiva nos mata-matas, que previa ao menos as quartas de final.

Dos sete primeiros meses de 2026, somente fevereiro terminou com superávit. Ainda assim, o déficit atual não conta toda a história do exercício.

Com vendas milionárias ainda fora do balanço de julho e o Palmeiras vivo nas principais competições, os próximos meses mostrarão se o “risco calculado” assumido para preservar um elenco competitivo conseguirá também entregar o retorno financeiro esperado.

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