Palmeiras volta ao palco do 3 a 0, mas Abel prepara algo diferente desta vez
O Palmeiras retorna nesta quarta-feira (16) a um estádio que deixou marcas na última…

O Palmeiras retorna nesta quarta-feira (16) a um estádio que deixou marcas na última Libertadores. Às 19h (de Brasília), o Verdão enfrenta a LDU no Rodrigo Paz Delgado, em Quito, a aproximadamente 2.850 metros de altitude, valendo uma vaga na semifinal.
Foi justamente nesse palco que, em 2025, o time de Abel Ferreira sofreu uma derrota por 3 a 0 diante da LDU. O resultado obrigou o Palmeiras a protagonizar uma virada histórica no Nubank Parque, vencendo por 4 a 0 para avançar à final.
Agora, o cenário é diferente — e a comissão técnica pretende usar a experiência daquela derrota como aprendizado.
Fonte: GE

Palmeiras admite erro cometido em 2025
Bruno Fuchs relembrou que a equipe começou mal aquela partida e acabou rapidamente em situação complicada.
— Entramos muito desligados, tomamos três gols muito rápidos. No segundo tempo deu uma acertada, aqui teve a remontada, mas é outro jogo. Aprender com o erro do ano passado — afirmou.
Até aquela derrota, o desempenho do Palmeiras de Abel na altitude era positivo: quatro vitórias em cinco partidas disputadas nessas condições.
Uma das estratégias utilizadas anteriormente era justamente evitar um jogo excessivamente acelerado. Com menos oxigênio disponível, administrar o esforço físico e escolher os momentos para atacar tornam-se pontos importantes.
Na avaliação da comissão técnica, essa cautela foi deixada de lado contra a LDU em 2025. O resultado foi um primeiro tempo que terminou em 3 a 0 para os equatorianos.
Abel prepara abordagem mais cautelosa
A tendência agora é de um Palmeiras mais atento ao controle da partida, principalmente porque não precisa correr atrás do resultado.
O Verdão venceu por 1 a 0 no Nubank Parque e avança com qualquer empate. Uma derrota por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis.
Assim como em outras viagens à altitude, o clube chegou ao Equador com dois dias de antecedência. Desta vez, porém, realizou uma atividade leve poucas horas depois do desembarque.
O objetivo foi começar a adaptação tanto às reações físicas provocadas pelos 2.850 metros de altitude quanto ao comportamento da bola, que encontra menor resistência do ar.
Vantagem muda cenário da decisão
Em 2025, o Palmeiras precisou sobreviver ao desastre em Quito para depois buscar uma remontada em casa. Agora, a ordem dos jogos foi invertida e o Verdão chega ao Equador carregando uma vantagem mínima.
— É diferente, ano passado jogamos primeiro lá e agora é o contrário. Temos uma vantagem pequena, mas é uma vantagem. Temos que ser inteligentes — completou Fuchs.
A missão, portanto, não passa apenas por suportar os efeitos da altitude. O Palmeiras também precisará mostrar que aprendeu com a noite em que abandonou sua estratégia habitual em Quito e pagou caro por isso.
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