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Palmeiras: Leila é questionada e manda forte recado sobre possíveis saídas

A presidente Leila Pereira deixou claro que o Palmeiras não pretende enfraquecer o elenco apenas para alcançar a meta financeira estabelecida com a venda de jogadores em 2026. Questionada sobre a projeção de aproximadamente R$ 400 milhões em negociações de atletas, a mandatária afirmou que a prioridade continuará sendo a disputa por títulos.

A declaração acontece em um momento no qual as contas do clube chamam atenção. Nos primeiros cinco meses do ano, o Verdão acumulou um déficit de R$ 65,9 milhões, enquanto o orçamento previa um superávit de R$ 32,8 milhões para o período.

Fonte: Flavio Latif

Leila e Abel Ferreira. Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Leila descarta desmanche no elenco

Apesar da necessidade de aumentar as receitas, Leila reforçou que não pretende negociar os principais nomes do time apenas para cumprir a previsão orçamentária.

“Você não conquista títulos se desfazendo de seus principais jogadores. Então, nossa prioridade é sempre manter nosso elenco forte. Como vai pagar as contas? Deixa que a presidente resolve.”

A fala indica que a diretoria seguirá avaliando propostas, mas sem abrir mão de atletas considerados fundamentais para o trabalho de Abel Ferreira. A presidente já havia adotado discurso semelhante ao afirmar que os protagonistas do elenco não seriam negociados nesta janela.

A estratégia da gestão é preservar a competitividade do Palmeiras, que segue envolvido nas principais disputas da temporada e precisa de um grupo numeroso para enfrentar a sequência do calendário.

Palmeiras apresenta déficit acima do projetado

O balancete referente aos cinco primeiros meses de 2026 mostrou uma diferença significativa em relação ao planejamento financeiro do clube.

Enquanto o Palmeiras projetava um resultado positivo de R$ 32,8 milhões, o período terminou com déficit acumulado de R$ 65,9 milhões. Isso representa uma diferença de R$ 98,7 milhões entre o resultado esperado e o efetivamente registrado.

Um dos fatores que pesaram nas contas foi a arrecadação com transferências de jogadores abaixo do valor previsto. Até maio, o clube havia registrado uma receita total de aproximadamente R$ 503 milhões, mas ainda sem atingir o desempenho esperado no mercado de atletas.

Meta de vendas não muda prioridade esportiva

O orçamento do Palmeiras para 2026 estabeleceu uma meta próxima de R$ 400 milhões com negociações de jogadores. Entretanto, a declaração de Leila mostra que o clube não pretende perseguir esse valor a qualquer custo.

A diretoria acredita que receitas podem ser obtidas por diferentes caminhos e entende que uma eventual venda precisa ser analisada levando em consideração o valor oferecido, a importância do jogador e a possibilidade de reposição.

Mesmo com o déficit parcial, o resultado não representa necessariamente o balanço definitivo da temporada. Premiações, bilheteria, patrocínios, direitos de transmissão e possíveis transferências realizadas nos meses seguintes ainda poderão alterar as contas até dezembro.

Dentro de campo, porém, o recado da presidente é direto: a busca pelo equilíbrio financeiro não deverá provocar um desmanche no elenco comandado por Abel Ferreira.

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