O Palmeiras estabeleceu uma meta de R$ 400 milhões em vendas de jogadores no orçamento de 2026, mas deixou claro que não pretende atingir esse valor abrindo mão de seus principais atletas. A estratégia da diretoria é buscar alternativas no mercado para aumentar as receitas, preservando a base da equipe comandada por Abel Ferreira.
A posição foi reforçada pela presidente Leila Pereira, que garantiu que o foco do clube seguirá sendo a competitividade esportiva.
“Preciso ter um time forte. Você não conquista títulos se desfazendo dos principais jogadores. A criatividade de como pagar as contas a presidente resolve.”
Fonte: GE

Palmeiras prioriza a manutenção dos principais nomes
Até maio, o Palmeiras havia arrecadado R$ 78 milhões com negociações de atletas, valor ainda distante da meta prevista para o ano. Apesar disso, a diretoria não pretende acelerar a venda de titulares apenas para cumprir o orçamento.
A filosofia é diferente da adotada em 2025, quando o clube registrou um superávit contábil recorde de R$ 292 milhões, impulsionado por aproximadamente R$ 650 milhões em vendas de jogadores.
Agora, o entendimento interno é que o elenco precisa ser preservado para manter o Palmeiras competitivo na disputa do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores.
Um exemplo é Flaco López. Mesmo valorizado após o vice-campeonato da Copa do Mundo com a Argentina, o atacante segue fora dos planos de venda. Recentemente, o Verdão recusou uma proposta de 20 milhões de euros (cerca de R$ 116,6 milhões) do Spartak Moscou, além de não avançar em conversas iniciadas após sondagens do Atlético de Madrid.
Outro atleta tratado como importante é Maurício, que também só deixaria o clube diante de uma oferta considerada irrecusável.
Abel Ferreira também defende manutenção do elenco
A estratégia da diretoria está alinhada ao pensamento da comissão técnica. Após o encerramento das negociações por Danilo, do Botafogo, Abel Ferreira reforçou que sua prioridade é manter o grupo forte até o fim da temporada.
“O que eu quero mesmo é não perder ninguém, ou se perder jogadores que a gente entende que não vão fazer falta. Quero o elenco pronto para ter opções em todas as posições.”
A ideia é evitar perdas de atletas considerados fundamentais e trabalhar apenas com negociações que não afetem a estrutura principal do elenco.
Clube aposta em vendas estratégicas e lucros futuros
Sem abrir mão dos titulares, o Palmeiras concentra esforços em negociações de jogadores menos utilizados e em ativos espalhados pelo mercado.
O clube mantém participação econômica em mais de 100 atletas que atuam em outras equipes, estratégia que permite arrecadar recursos mesmo sem vender jogadores do elenco principal.
Entre as negociações recentes estão:
- Pedro Lima: o Palmeiras recebeu cerca de R$ 7 milhões após a transferência do volante do AVS para o Sporting, de Portugal.
- Naves: vendido ao Necaxa, do México, por 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 15,3 milhões). O Verdão manteve 25% dos direitos econômicos visando lucro em uma futura negociação.
- Luighi: emprestado ao New York City, dos Estados Unidos, por 300 mil dólares (cerca de R$ 1,5 milhão). O contrato prevê opção de compra de 6 milhões de dólares (R$ 30 milhões), além de o Palmeiras preservar 20% dos direitos econômicos do atacante.
Somadas, as operações envolvendo Naves e Luighi renderam cerca de R$ 16,8 milhões aos cofres alviverdes, com possibilidade de novas receitas no futuro.
Base segue como fonte de receitas para o futuro
Além das negociações atuais, o Palmeiras continua preparando jovens talentos para futuras vendas.
Com a chegada de Alexander Barboza, o zagueiro Benedetti pode ganhar espaço no mercado. Já durante a pausa para a Copa do Mundo, Abel Ferreira integrou diversos jogadores da base aos treinamentos do elenco profissional, entre eles Koné, Felipe Teresa, Miguel Bilong e Eduardo Conceição.
Aos 16 anos, Eduardo é considerado um dos principais ativos da Academia de Futebol. O atacante já recebeu propostas do exterior, teve ofertas recusadas pelo Palmeiras e é visto internamente como um forte candidato a protagonizar uma das próximas grandes vendas do clube.
Mesmo com a necessidade de alcançar a meta financeira estabelecida para 2026, o Palmeiras demonstra que, neste momento, a prioridade é manter um elenco forte para disputar títulos, apostando em criatividade no mercado e em negociações estratégicas para equilibrar as contas sem comprometer o desempenho esportivo.
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