O estádio do Palmeiras está no centro de uma movimentação financeira que envolve a WTorre e o grupo BTG Pactual. Em 2024, a Enforce, gestora de créditos ligada ao grupo, adquiriu a dívida contraída pela construtora junto ao Banco do Brasil para a construção da arena palmeirense, avaliada em aproximadamente R$ 650 milhões.
O movimento aumentou a participação do BTG nas questões relacionadas ao empreendimento. Segundo as informações apresentadas, o banco já avaliava a possibilidade de assumir a gestão da arena.
Mais recentemente, o BTG Pactual também participou da aprovação da negociação envolvendo a aquisição dos naming rights do estádio pelo Nubank, outro movimento relevante para as receitas geradas pelo empreendimento.
Fonte: Portal Nosso Palestra

Palmeiras possui participação crescente nas receitas da arena
Apesar de a administração do estádio estar ligada à parceria firmada para construção e exploração da arena, o Palmeiras possui participação em diferentes fontes de receitas geradas pelo local.
O percentual recebido pelo clube aumenta progressivamente ao longo dos 30 anos previstos na parceria.
Nas receitas provenientes de eventos, lojas, estacionamento e lanchonetes, a participação começou em 20% nos primeiros cinco anos.
Entre o quinto e o décimo ano, passou para 25%. Do décimo ao 15º ano, o Palmeiras tem direito a 30%.
A progressão continua com 35% entre 15 e 20 anos, 40% entre 20 e 25 anos e chega a 45% nos cinco anos finais da parceria.
Dessa forma, quanto mais avançado o contrato, maior é a parcela destinada ao clube sobre essas receitas.
Naming rights, cadeiras e camarotes seguem outra divisão
A divisão é diferente quando consideradas as receitas provenientes de naming rights, cadeiras e camarotes.
Nesse grupo, o Palmeiras começou com direito a 5% nos primeiros cinco anos. A participação sobe cinco pontos percentuais a cada período seguinte.
Entre cinco e dez anos, o percentual é de 10%. Do décimo ao 15º ano, chega a 15%. Posteriormente, passa para 20%, depois 25% e finalmente alcança 30% entre o 25º e o 30º ano da parceria.
Essa estrutura torna relevante para o Palmeiras qualquer mudança relacionada à exploração comercial do estádio, ainda que a participação do clube varie conforme a origem da receita.
A negociação dos naming rights com o Nubank, portanto, também possui reflexos financeiros para o Verdão dentro dos percentuais previstos contratualmente.
Ao mesmo tempo, a aquisição da dívida da WTorre pela Enforce adiciona um novo componente ao cenário envolvendo a arena. O eventual impacto sobre sua gestão, porém, depende de novos desdobramentos.
Até o momento, com base nas informações apresentadas, não há confirmação de que o BTG Pactual assumirá a administração do Nubank Parque. O que existe é a aquisição da dívida pela Enforce, a avaliação dessa possibilidade e a participação do banco na aprovação da recente negociação dos naming rights.
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