OPINIÃO: Palmeiras melhorou contra a LDU, mas o 1 a 0 ainda é pouco
O Palmeiras venceu a LDU por 1 a 0 e apresentou sinais de recuperação…

O Palmeiras venceu a LDU por 1 a 0 e apresentou sinais de recuperação depois de uma sequência de atuações abaixo do esperado. Foram 23 finalizações, 57% de posse de bola e períodos de domínio no Nubank Parque. É uma evolução que merece ser reconhecida.
Mas existe uma diferença importante entre jogar melhor e sair satisfeito. Para quem terá de decidir a classificação na altitude de Quito, a vantagem mínima ainda parece pequena.

Palmeiras voltou a criar, mas faltou transformar volume em gols
O principal avanço esteve na capacidade ofensiva. O Palmeiras chegou mais vezes, pressionou e obrigou a LDU a passar boa parte do confronto defendendo.
Giay simbolizou essa melhora. Além do gol, fez sua melhor atuação com a camisa do clube e mostrou que pode oferecer mais ofensivamente dentro da formação com três zagueiros.
Vitor Roque também deu uma resposta. Participou mais, pressionou a saída adversária e terminou com quatro tentativas. Foi justamente de uma recuperação do atacante que nasceu a jogada do gol de Giay.
O problema está na eficiência.
Das 23 finalizações, somente oito foram no alvo. Conforme o jogo avançou, o Palmeiras continuou chegando, mas encontrou cada vez mais dificuldades para transformar o domínio em vantagem concreta.
Contra a LDU, fazer 1 a 0 em São Paulo significa deixar a eliminatória completamente aberta.
Defesa ainda oferece riscos desnecessários
Outro sinal de alerta apareceu atrás.
Carlos Miguel errou uma saída de bola que poderia ter custado caro. Barboza demorou para encontrar o tempo das jogadas e cometeu faltas antes de melhorar. Gustavo Gómez recebeu amarelo e será desfalque na volta.
São detalhes preocupantes quando o próximo encontro será em um ambiente onde o Palmeiras já sabe exatamente o que pode acontecer.
Em 2025, a equipe foi irreconhecível na derrota por 3 a 0 em Quito e precisou produzir a histórica goleada por 4 a 0 na volta para sobreviver.
Desta vez, não haverá Nubank Parque para corrigir os erros depois.
Uma substituição também deixa uma pergunta
Abel Ferreira fez somente uma alteração: Heittor entrou porque Vitor Roque sentiu câimbras.
O treinador explicou que não enxergou necessidade de mexer porque gostava do ritmo da equipe. É uma justificativa compreensível diante do volume criado.
Ainda assim, chama atenção.
Com um calendário pesado e um elenco afetado por lesões, seria possível utilizar o banco para buscar algo diferente nos minutos finais. Abel preferiu manter praticamente a mesma estrutura.
Funcionou para preservar o 1 a 0. Não funcionou para encontrar o segundo gol.
O Palmeiras, portanto, sai da partida com mais motivos para acreditar no futebol apresentado, mas poucos para relaxar com o resultado.
Houve evolução. Giay brilhou, Vitor Roque respondeu e o time voltou a produzir ofensivamente. Só que a Libertadores não premia volume de jogo.
O Palmeiras melhorou. O placar, infelizmente, não melhorou junto.
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