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Foto: Marcos Ribolli
Foto: Marcos Ribolli

Ricardo Oliveira relembra provocações contra o Palmeiras

Às vésperas de Santos x Palmeiras, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil, Ricardo Oliveira relembrou uma das rivalidades mais marcantes entre os clubes. Protagonista santista em 2015, o ex-atacante recordou as provocações com Fernando Prass e, principalmente, o desfecho que terminou com o Verdão campeão da Copa do Brasil.

Em entrevista à ge tv, Ricardo reconheceu que alimentou o clima daquele confronto e que o Palmeiras acabou dando o troco dentro e fora de campo.

— Eu consegui entrar na cabeça de geral, os caras só pensavam em mim. […] Provoquei, fui provocado, teve o troco e está tudo bem — afirmou.

Foto: Marcos Ribolli

Provocação que virou combustível para o Palmeiras

Palmeiras e Santos se enfrentaram sete vezes em 2015. Depois de o Peixe conquistar o Paulista nos pênaltis, a rivalidade cresceu durante o Brasileirão.

Em um dos clássicos, Ricardo Oliveira e Fernando Prass se desentenderam. Posteriormente, o atacante comemorou um gol contra o Verdão fazendo uma careta, interpretada pelos palmeirenses como provocação.

O episódio ganhou ainda mais peso quando os rivais voltaram a se encontrar na final da Copa do Brasil.

O Santos venceu a ida por 1 a 0, mas deixou escapar a oportunidade de construir vantagem maior. Gabigol perdeu um pênalti e Nilson desperdiçou uma grande chance.

Ricardo revelou que, mesmo com a vitória, havia preocupação no ambiente santista.

Palmeiras respondeu com título e máscaras

Na partida decisiva, o Palmeiras abriu 2 a 0 com dois gols de Dudu. Ricardo Oliveira ainda descontou nos minutos finais e levou a decisão para os pênaltis.

Foi então que Fernando Prass, justamente um dos personagens das provocações, assumiu o protagonismo: o goleiro converteu a cobrança que confirmou o título palmeirense.

E o troco não terminou ali.

Durante a comemoração, jogadores do Verdão utilizaram máscaras reproduzindo a famosa careta de Ricardo Oliveira.

O ex-atacante garante que aceitou a resposta.

— Como aquele que tomou a iniciativa de provocar, eu medi as consequências se o caso desse errado. Está tudo certo.

Foto: Cesar Greco - Palmeiras
Foto: Cesar Greco

Rivalidade ficou dentro de campo

Apesar dos confrontos quentes, Ricardo revelou uma curiosidade sobre sua relação com Prass: os dois moravam no mesmo condomínio e chegaram até a se encontrar inesperadamente em uma agência bancária.

Segundo ele, não houve qualquer problema.

— Dentro do campo a gente se transformava, cada um defendia seu lado com muita vontade. […] Mas sempre fica o respeito e a admiração pela pessoa e pelo profissional.

Mais de uma década depois, Palmeiras e Santos voltam a decidir uma vaga pela Copa do Brasil. E para o palmeirense, 2015 permanece como uma lembrança especial: a provocação veio do outro lado, mas a última palavra — e a taça — ficaram com o Verdão.

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