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Palmeiras vê risco em assunto que voltou a circular fora de hora

Diretor do Palmeiras contesta declarações de Dorival Júnior, relembra mudança recente no regulamento e alerta para impacto no planejamento dos clubes

O diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, criticou publicamente o debate sobre a redução de estrangeiros no futebol brasileiro. A resposta veio após declarações de Dorival Júnior, técnico do Corinthians.

Nesta sexta-feira, Barros afirmou que o tema não deveria ser retomado neste momento. Segundo o dirigente, mudanças frequentes geram insegurança e desorganização no planejamento dos clubes.

O posicionamento foi dado em entrevista ao ge. Barros ressaltou respeito ao treinador, mas questionou o timing da discussão.

De acordo com o dirigente do Palmeiras, o regulamento atual foi aprovado recentemente pelos próprios clubes. A regra ampliou o número de estrangeiros permitidos por partida.

Atualmente, o Campeonato Brasileiro autoriza até nove atletas estrangeiros relacionados por jogo. O Corinthians possui seis jogadores nessa condição, enquanto o Palmeiras conta com sete.

Fonte: GE

Foto: Cesar Greco / Palmeiras
Foto: Cesar Greco

As declarações de Dorival Júnior ocorreram durante coletiva na quinta-feira. O técnico abordou o tema ao responder pergunta sobre o gramado sintético da Arena da Baixada.

Na ocasião, Dorival citou a Itália como exemplo e afirmou que a formação de jogadores brasileiros estaria sendo prejudicada. A fala repercutiu fortemente entre dirigentes.

Barros destacou que alterações constantes afetam decisões estratégicas. Segundo ele, mudanças sem planejamento podem gerar prejuízos esportivos e financeiros.

O dirigente relembrou um episódio ocorrido em 2023. Naquele ano, o Palmeiras precisou liberar Miguel Merentiel por conta do limite de estrangeiros.

Pouco tempo depois, o regulamento foi alterado. O número de vagas aumentou de cinco para sete atletas estrangeiros.

Segundo Barros, se a mudança tivesse sido planejada, a decisão teria sido diferente. O caso exemplifica o impacto direto das regras no elenco.

O tema já foi debatido no Conselho Arbitral da Série A de 2026. Existe expectativa de que volte à pauta da CBF nos próximos meses.

Apesar disso, o dirigente defende cautela. Para Barros, o debate é válido, mas deve ocorrer no fórum adequado.

Ele reforçou a necessidade de estabilidade normativa. Segundo o diretor, respeito a contratos e regras vigentes é fundamental.

Assim, o Palmeiras se posiciona contra alterações imediatas. O clube defende previsibilidade como base para o futebol brasileiro.

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