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Coluna do Verdão: Dois pesos, duas medidas: a hipocrisia sobre Jhon Arias no Palmeiras

A “Flapress” e sua hiprocrisia sobre a contratação de Jhon Arias pelo Palmeiras

O Palmeiras anunciou ontem a contratação de Jhon Arias por 25 milhões de euros, a mais cara da história do clube. Bastou a notícia vir a público para que parte da mídia esportiva — que insiste em se vender como “isenta” — corresse para criticar o negócio. O argumento? Muito dinheiro por um jogador de 28 anos, que traria apenas retorno técnico e esportivo, com pouco ou nenhum potencial de revenda.

O discurso até soa sofisticado, quase técnico. Mas desmorona rapidamente quando colocado diante do espelho.

Jhon Arias não é uma aposta. É um jogador pronto, testado em alto nível, protagonista. Foi um dos grandes responsáveis pela maior conquista da história do Fluminense, a Libertadores de 2023. Decisivo, regular, competitivo. Um atleta que entrega rendimento imediato, algo que clubes do tamanho do Palmeiras precisam — e podem — pagar.

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Foto: Redes Sociais

O curioso é observar como essa mesma parte da imprensa tratou, recentemente, a contratação de Lucas Paquetá por valores até superiores. Aí, o tom mudou completamente. Pouco se falou sobre idade, pouco se discutiu revenda. Paquetá, assim como Arias, também tem 28 anos e, realisticamente, também não representa um ativo de revenda significativa. A diferença? Paquetá nunca conquistou um título relevante na carreira.

Ainda assim, foi exaltado. A contratação foi vendida como “necessária”, “ambiciosa”, “movimento de mercado”. Já Arias virou sinônimo de risco financeiro.

Fica difícil não enxergar o problema: não é a idade, não é o valor, não é a lógica econômica. É o clube que contrata e a narrativa que se escolhe contar.

O Palmeiras paga caro? Paga. Mas paga por um jogador que decide, que já entregou no maior palco do continente e que chega para elevar imediatamente o nível técnico da equipe. Em um mercado inflacionado, isso também é investimento — mesmo que não termine em lucro contábil.

No fim, o debate revela menos sobre Jhon Arias e mais sobre a hipocrisia de parte da imprensa esportiva, que muda o critério conforme o escudo envolvido. E isso, sim, custa caro para quem ainda acredita em análises verdadeiramente isentas.

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