O Campeonato Paulista é uma das competições de futebol mais antigas e tradicionais da América do Sul, disputada desde 1902.
Para os fãs de futebol que cresceram acompanhando o drama do Paulistão, ou para quem está explorando o mundo das apostas esportivas e quer entender a rica tradição da competição antes de mergulhar na ação, a história deste torneio é tão fascinante quanto qualquer outra coisa que o esporte tem a oferecer.
Quatro clubes moldaram o Paulistão para torná-lo a instituição que é hoje: Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo FC.
Corinthians
Nenhum clube deixou uma marca mais profunda no Campeonato Paulista do que o Sport Club Corinthians Paulista. Com 31 títulos conquistados, o Timão é o rei indiscutível do campeonato estadual, um recorde que reflete tanto a extraordinária longevidade do clube quanto sua competitividade implacável em diferentes épocas do futebol brasileiro.
A relação do Corinthians com o Paulistão tem sido marcada por uma resiliência notável. O clube passou por um famoso jejum de 24 anos antes de reconquistar o título em 1977, mas foi no início dos anos 1980 que produziu seu capítulo mais icônico. Sob a influência do filósofo e jogador Sócrates, o clube foi pioneiro no conceito de “Democracia Corinthians” — um modelo radical de gestão coletiva do clube, no qual os jogadores tinham voz em todas as decisões importantes.
Esse time idealista conquistou títulos consecutivos do Paulistão em 1982 e 1983, consolidando seu lugar no folclore do futebol brasileiro. Outras cinco conquistas entre 1995 e 2003 confirmaram o Corinthians como o clube mais bem-sucedido no primeiro século da competição.
Palmeiras
A Sociedade Esportiva Palmeiras, com 26 títulos do Paulistão, é o segundo clube mais bem-sucedido na história da competição e talvez a força mais dominante da era moderna. Fundado como Palestra Itália em 1914 por imigrantes italianos, a transformação do clube em Palmeiras durante a Segunda Guerra Mundial marcou o início de um novo capítulo que o levaria a se tornar uma das maiores instituições do Brasil.
A década de 1990 representou uma década de ouro para o Palmeiras no Paulistão. As vitórias em 1993, 1994 e 1996 foram impulsionadas por um elenco que parecia um quem é quem do futebol brasileiro — Rivaldo, Roberto Carlos, Edmundo e César Sampaio entre eles.
O triunfo de 1996 foi particularmente extraordinário, com a chamada “Máquina Verde” marcando 100 gols ao longo do torneio. Mais recentemente, sob o comando do técnico Abel Ferreira, o Palmeiras reafirmou seu domínio no estado de São Paulo, adicionando mais títulos ao seu considerável histórico.
Santos
O Santos Futebol Clube tem 22 títulos do Campeonato Paulista, um número que conta apenas parte da história. A era de ouro do clube, entre o final da década de 1950 e o final da década de 1960, foi um dos períodos mais extraordinários que qualquer clube de futebol já produziu, em qualquer lugar do mundo, e foi construída quase inteiramente em torno de um homem — Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé.
Pelé ingressou no Santos aos 15 anos, em 1956, e seu impacto foi imediato e devastador para os adversários. O Santos conquistou nove títulos do Paulistão em apenas 12 temporadas, um feito de domínio nacional que nunca foi igualado na competição.
Pelé estabeleceu um recorde ainda vigente de 58 gols em uma única temporada do Campeonato Paulista em 1958, um marco tão extraordinário que permanece quase impensável para os padrões modernos.
Para aqueles que pesquisam apostas Campeonato Paulista hoje, entender como o Santos foi construído durante aquela época — baseado em qualidades individuais transcendentais e apoiado por jogadores do calibre de Zito, Pepe e Coutinho — oferece uma lente fascinante através da qual se pode ver como o futebol estadual moldou o futebol nacional do Brasil.
São Paulo FC
O São Paulo Futebol Clube completa o quarteto dos clubes mais condecorados do Paulistão, também com 22 títulos. Formado em 1935 a partir da fusão de dois clubes existentes, o Tricolor foi inicialmente ofuscado por seus rivais antes de se afirmar como a força dominante da década de 1940, conquistando cinco campeonatos estaduais somente nessa década.
A década de 1980 trouxe outro período de sucesso para o clube, com jogadores como Müller e Silas — apelidados de “Menudos do Morumbi” — levando o São Paulo a cinco títulos do Paulistão entre 1980 e 1989. A década de 1990 viu esse impulso continuar, com o brilhantismo de Raí alimentando ainda mais o sucesso, juntamente com três triunfos na Copa Libertadores sob o comando do técnico Telê Santana, que elevou o clube ao status de superpotência continental.
Após um período de vacas magras na década de 2010, que representou a primeira década sem um título do Paulistão desde a década de 1960, o São Paulo encerrou a seca em 2021 com uma vitória difícil na final sobre o Palmeiras.
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