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Reunião no Palmeiras reacende debate interno que pode mudar o futuro do clube; entenda

Aprovação do orçamento de 2026 divide atenções com possível mudança estatutária no Palmeiras

O Conselho Deliberativo do Palmeiras se reúne nesta terça-feira para aprovar o orçamento do clube para 2026. Entretanto, paralelamente, outro tema ganha força nos bastidores políticos.

Trata-se da possibilidade de um terceiro mandato consecutivo de Leila Pereira. Embora o assunto parecesse encerrado, voltou à pauta recentemente.

O estatuto do Palmeiras permite mandato presidencial de três anos, com direito a apenas uma reeleição. Atualmente, Leila Pereira cumpre seu segundo mandato.

Assim, pelas regras vigentes, a presidente deveria deixar o cargo ao fim de 2027. No entanto, uma alteração estatutária poderia mudar esse cenário.

Fonte: Portal GE

Presidente Leila Pereira. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
Presidente Leila Pereira. (Foto: Cesar Greco/SEP/by Canon)

A discussão foi reacesa após declaração pública de Leila Pereira antes da final da Conmebol Libertadores. A fala gerou reações internas e externas.

Para alterar o estatuto, o processo exige aprovação de 50% mais um voto do Conselho Deliberativo do Palmeiras. Em números, seriam necessários cerca de 150 votos.

Posteriormente, a proposta ainda precisaria passar por assembleia geral de sócios. Portanto, o caminho político é longo e complexo.

Mesmo com maioria da situação no conselho, não há consenso. Inclusive, membros aliados demonstram resistência à mudança.

Curiosamente, ex-presidentes hoje na oposição podem influenciar o debate. Mustafá Contursi e Arnaldo Tirone surgem como possíveis apoiadores.

Mustafá Contursi, que presidiu o clube entre 1993 e 2005, afirmou não ter posição definida no momento. Já Arnaldo Tirone não se manifestou.

Internamente, a diretoria trata o tema com cautela. Apesar das declarações, Leila Pereira sinalizou que só avançaria com amplo apoio.

No cenário sucessório, Paulo Buosi, atual segundo vice-presidente, aparece como nome natural. Além dele, Everaldo Coelho e Maurício Galiotte também são citados.

Até agora, não existe proposta formal de mudança estatutária. A expectativa é que o debate ganhe força a partir do segundo semestre.

Caso avance, a alteração precisaria ocorrer ainda em 2026. Somente assim, Leila Pereira poderia concorrer na eleição presidencial de 2027.

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